Discussão sobre o papel dos fãs clubes como divulgadores gera controvérsias
Posted: janeiro 28th, 2010 | Author: Eduardo Almeida | Filed under: Notícias | No Comments »Responsáveis por fãs clubes e internautas que acompanham seus ídolos por estes fãs-sites, a palestra que rolou hoje, na Campus Party, nos trouxe diversas reflexões sobre a relação fã clube, artista e gravadoras. Afinal, o fã é um bom divulgador de seu ídolo?
Se você acredita que sim, as discussões geradas no debate talvez possam esclarecer como executar melhor esse trabalho. Para isso, quem opinou firmemente e sem medo, foi o jornalista e crítico musical Régis Tadeu. “O que é o fã? Existem dois tipos: o primeiro é aquela pessoa que admira a banda, mas com um mínimo de grau de racionalidade, ela consegue saber quando seu ídolo mandou mal. O segundo é aquela grande maioria formada por fãs histéricos, que não aceitam críticas ao seu ídolo, e que pra mim são uns idiotas”.
Para o jornalista, só depois dessa definição é que podemos saber quem será um bom divulgador. ”Existem fãs clubes que se recusam a divulgar coisas ruins do seu artista, para ser realmente um divulgador, o fã clube deve ter o mínimo de independência e de racionalidade na hora de colocar as informações. Geralmente eles copiam ou traduzem notícias que saem em sites de música ou do artista. Quando é assim ele não e divulgador e sim um propagador”.
Mas há quem defendesse o outro lado. Para isso, a responsável pelo fã clube oficial da banda Green Day, a jovem Marie Bastos explicou outros trabalhos feitos por fãs clubes “Há coisas que no site oficial da banda não tem. Geralmente eles são incompletos e o papel do fã clube é organizar e colocar mais informação para o leitor. Além disso, ajudamos a banda não só com notícias, mas também na venda dos produtos”.
Outro jornalista presente, foi o também crítico musical Thiago Ney da Folha de S. Paulo “ O fã clube se tornou uma central de notícias. Ele acaba até competindo com outros portais de informação mas, também não pode ser levado como única fonte” ressalvou.
Para quem acompanhou o debate de ontem, dia 27, sobre o fim do MP3 (veja aqui o post) e o destino das gravadoras, viu que a questão artista X gravadoras ainda não está clara. E a resposta dessa relação está realmente difícil, “Não temos resposta, não há soluções ainda. As gravadoras ainda estão pensando em como se reinventar. Algo que já está sendo feito são os produtos limitados e exclusivos que procuramos lançar, e a contratação não só da indústria música, como também de marcas, como por exemplo o Corinthians”, explicou a gerente de produção da Warner, Carla Bastos.
A concordância entre todos só veio em relação a música. Para os convidados, os fãs não querem só ouvir música e sim, querem ter exclusividades e produtos de sua banda, e é nisso que as gravadoras já se ligaram.
Para finalizar a palestra, o editor do Portal Popline, Flávio Saturnino lembrou: “Muitas bandas hoje, andam sozinhas sem depender das gravadoras, como foi o caso do McFly. O grupo conseguiu formar fãs no Brasil, sem ter lançado nenhum CD e ainda fazer shows. E para resolver o problema, acabaram criando o próprio selo”.
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